Erros na gestão do pré-analítico que levam à contaminação hospitalar

Veja nesse artigo quais são os principais erros

Fundamental para o diagnóstico correto e aplicação de terapêuticas eficazes, a coleta de material biológico para a realização de exames de análises clínicas é uma das principais rotinas em instituições que prestam serviço à saúde. Contudo, a gestão inadequada dos procedimentos realizados na fase pré-analítica de qualquer exame pode resultar em problemas para a interpretação dos dados, diagnóstico e prescrição de terapias adequadas ao paciente.

Entre os principais problemas estão o registro incorreto dos procedimentos, o equívoco nas informações prestadas ao paciente e a contaminação, que pode levar a problemas sérios, como infecções hospitalares por bactérias resistentes a antibióticos.

O que é gestão do pré-analítico?

A fase pré-analítica de qualquer exame se inicia com a solicitação do médico por um determinado exame e passa pela coleta do material biológico a ser analisado, seu transporte e armazenamento até que a análise laboratorial comece a ser feita.

 

 Manter a boa gestão desta fase é fundamental para que as coletas sejam realizadas de acordo com padrões rigorosos de higiene e segurança e registradas de maneira correta. Fazem parte da gestão pré-analítica, as seguintes fases:

  1. Solicitação do exame, feita pelo médico responsável pelo tratamento do paciente;
  2. Orientações prestadas ao paciente quanto à sua preparação para os exames;
  3. Identificação correta do paciente e do procedimento solicitado;
  4. Preparação do paciente e dos materiais necessários para a realização da coleta de materiais biológicos;
  5. Emissão de etiquetas para a identificação do material biológico;
  6. Checagem de dados;
  7. Coleta das amostras de material biológico para a realização da análise laboratorial;
  8. Transporte e acondicionamento do material coletado;
  9. Distribuição das amostras para as áreas técnicas do laboratório.

 

O risco de contaminação hospitalar no pré-analítico

Quando o pré-analítico de um exame acontece em ambiente hospitalar, é necessário que o cuidado para evitar a contaminação seja redobrado, pois é comum que vírus, fungos e bactérias, inclusive aquelas resistentes à ação de antibióticos, sejam veiculados entre os pacientes, causando sérios problemas com infecções hospitalares.

Os pacientes que sofreram cirurgias ou passam por procedimentos invasivos, como o uso de cateteres e sondas são os mais vulneráveis às infecções hospitalares. No entanto, as contaminações também podem acontecer em quaisquer pacientes que passam por coletas de material biológico feitas com materiais perfurocortantes.

Erros que podem levar à contaminação hospitalar

A maior parte dos casos de contaminação hospitalar são provenientes da ação equivocada de profissionais da saúde e do descuido com procedimentos de higiene e segurança. Vale ressaltar que o risco é mútuo, tanto da contaminação entre pacientes, como a infecção do profissional de saúde com agentes patogênicos.

Prevenir a contaminação dos materiais, pacientes e profissionais de saúde é possível, por isso listamos os principais erros que levam a acidentes na fase pré-analítica de exames em ambientes hospitalares. Conheça-os.

Não higienizar as mãos antes de atender a um paciente ou manipular perfurocortantes

 

O mais comum dos erros cometidos em centros de saúde envolve a antissepsia das mãos dos profissionais de saúde. Muitas vezes, a quantidade de pacientes que precisam ser atendidos em sequência, a distância até a pia mais próxima ou até mesmo a falta de qualidade nos sabonetes e toalhas de papel desestimulam os profissionais de saúde a lavar as mãos com a frequência necessária. Contudo, é imperativo que a higienização das mãos seja feita antes do atendimento a cada paciente ou no preparo de materiais perfurocortantes. O álcool-gel, desde que seja 70% puro, pode ser uma alternativa prática para a antissepsia das mãos.

Tentar manipular a agulha após coletar sangue ou outros materiais biológicos com seringa

Os principais acidentes que resultam em adoecimento por infecção com vírus e bactérias acontecem em função da tentativa do profissional da saúde em retirar a agulha da seringa para o descarte dos materiais separadamente, ou reencapar usando as duas mãos.

Essas práticas são reprovadas pelos órgãos que regulam as instituições de saúde. O procedimento correto é descartar a agulha e a seringa juntas, em recipientes resistentes a furos e cortes.

O Safety Blood Collection é um sistema de coleta de sangue que possui dispositivo de segurança que retrai a agulha automaticamente da veia do paciente para dentro do suporte para tubos de coleta que é feito de material rígido e resistente, evitando qualquer contato das mãos com a agulha contaminada. Conheça em nosso portfólio de produtos.

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