Saiba tudo sobre HIV, Hepatite C, Sífilis e Tuberculose em acidentes ocupacionais

Leia nosso artigo completo e entenda os riscos dos acidentes ocupacionais

Os profissionais de saúde estão em exposição constante a vírus, fungos, micro-organismos e bactérias e por isso, seguem muitas vezes rigorosos protocolos de segurança que visam diminuir os acidentes ocupacionais.

Entre as doenças infecciosas as quais os profissionais da saúde estão expostos, principalmente por conta dos acidentes com matérias perfurocortantes infectados, estão a Sífilis, HIV, Tuberculose e Hepatite C.

 

Os riscos de infecção

Os materiais que veiculam sangue, como seringas e agulhas, aumentam de forma exponencial os riscos de contaminação. 

Em 1991, a Occupational Safety and Administration (OSHA) estabeleceu modelos que classificaram o sangue como material potencialmente infeccioso, principalmente quando os protocolos de segurança não são respeitados.

Dados do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho mostram que dos mais de 723 mil acidentes registrados no Brasil, o setor hospitalar é o que apresenta maior índice de profissionais lesados (8%). Ao todo são mais de 57 mil profissionais lesados, chegando, inclusive, a incapacitações permanentes.

 

Exposição constante

 

Dados do Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do governo revelam que o número de brasileiros diagnosticados com o vírus já ultrapassou 656 mil. O número de pacientes tratados no Sistema Único de Saúde já é superior a 81 mil. Em relação a Hepatice C, o número é superior a 82 mil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que anualmente mais de 937 mil contraem Sífilis apenas no Brasil, dado preocupante principalmente por conta da alta exposição dos profissionais de saúde.

A OMS, em relatório divulgado em outubro, revelou que o número de pessoas com Tuberculose, em 2005, chegou a 10,4 milhões frente a 9,6 milhões registrados um ano antes. O número de mortes pela doença aumentou em 300 mil, vitimando 1,8 milhão de pessoas. 

Dados da OMS também revelam que o número de acidentes com agulhas contaminadas por material biológico chega a 3 milhões ao ano em todo o mundo, sendo que as doenças com maior carga de transmissão são:

– Hepatite B (66 mil)

– Hepatite C (16 mil)

– HIV (1 mil)

 

Normas de manuseio e descarte

 

Todas as doenças citadas acima têm como via de transmissão mucosa, sangue ou ambos. Entre os profissionais de saúde a contaminação acontece, em sua maioria, por meio de agulhas, pinças, utensílios de vidro e lâminas.

Um estudo revelou que 73,3% dos casos registrados de materiais perfurocortantes ocorreram tendo a agulha como principal via, seguidos por lâmina de bisturi (6,7%) e eletrocautério (6,7%)

 

A importância da segurança dos materiais perfurocortantes

Afim de evitar que o número de profissionais expostos a essas doenças diminua, laboratórios e fabricantes de todo o mundo trabalham com dispositivos de segurança para perfurocortantes, garantindo maior segurança do momento em que esses itens são abertos até o fim de seu descarte.

Existem também iniciativas que visam diminuir os acidentes ocupacionais na área da saúde como a NR-32, SAS/MS e a Portaria MS777/2004 – SINAN-NET.

 

 

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