Os benefícios da coleta a vácuo

Um dos exames mais comuns, pelo qual todos passam, é o de sangue. Este tipo de exame é muito importante para que o médico possa sanar dúvidas que venham a surgir durante a consulta. Entretanto, há cuidados que devem ser tomados durante a coleta de sangue do paciente, tanto para que a amostra não seja comprometida, quanto para que o profissional de saúde permaneça seguro.

Confira neste artigo a diferença entre a coleta no sistema fechado e no sistema aberto e como ela pode interferir no resultado final da análise e na segurança do profissional de saúde.

 

Sistema aberto e fechado

No sistema aberto a coleta é feita por meio de agulha e seringa, já no sistema fechado, utiliza-se a técnica a vácuo. Uma diferença muito simples, mas que faz toda diferença para o paciente e para o profissional da saúde.

 

Coleta com agulha e seringa

Este tipo de coleta é realizado por meio de uma agulha e seringa. Há muitos lugares em que ele ainda é utilizado, seja por desinformação, descaso ou até economia da instituição de saúde. Ele se torna apenas indispensável em situações em que a mesma punção também é utilizada para infundir medicamentos.

Contudo, a sua escolha pode acarretar diversos problemas. O primeiro deles é o risco de acidente com o material perfurocortante no momento de transferir o sangue para o frasco a vácuo. Outro é o comprometimento da amostra graças a hemólise, que nada mais é do que o rompimento da membrana da hemácia, causando a liberação da hemoglobina. A hemólise é a principal causa de rejeição de amostras em laboratórios.

Além desses riscos, o sistema aberto também causa incômodo para o paciente em casos de múltiplas coletas.

 

Coleta a vácuo

O sistema a vácuo, ou fechado, foi desenvolvido durante a segunda guerra e consistia em um dispositivo que aspirava o sangue do paciente diretamente para o tubo de análise por meio de uma seringa de duas pontas.

Hoje em dia, este tipo de coleta é considerado o mais seguro, além de atender as normas da NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standards).

 

Vantagens da coleta a vácuo

Se fossemos resumir as vantagens da coleta a vácuo em duas palavras, elas seriam: segurança e conforto.

Segurança para o profissional da saúde, que não tem contato algum com o sangue coletado, já que o material biológico flui diretamente para o tubo de coleta a vácuo; e conforto para o paciente, já que em uma única punção venosa podem ser realizadas diversas coletas de maneira rápida e prática.

 

Como é feita a coleta no sistema fechado

Veja abaixo o passo a passo de como é feita a coleta a vácuo.

  1. Realizar a higienização das mãos.
  2. Ler atentamente o pedido ou a etiqueta de solicitação do exame.
  3. Identificar o paciente pela identificação do leito, perguntar seu nome completo e pela pulseira de identificação.
  4. Apresentar-se ao paciente e explicar o procedimento.
  5. Certificar-se de que o paciente realizou o jejum recomendado, repousou por 15 minutos, ingeriu medicamentos, entre outros.
  6. Avaliar e selecionar a veia do paciente.
  7. Reunir e preparar o material.
  8. Abrir a embalagem da agulha até expor o canhão e acoplar a agulha no adaptador até ficar firme.
  9. Posicionar o braço do paciente.
  10. Colocar os óculos de proteção individual e calçar as luvas de procedimento.
  11. Colocar o garrote cerca de 10 cm acima do local a ser puncionado.
  12. Fazer antissepsia (movimento circular, firme e único do centro para fora); deixar secar completamente.
  13. Remover o protetor da agulha e fixar a veia esticando a pele com a mão não dominante (sem tocar no local onde foi feita a antissepsia).
  14. Fazer a punção numa angulação compatível com a profundidade da veia (10o a 45o), com o bisel da agulha voltado para cima.
  15. Introduzir o tubo a vácuo no adaptador e empurrar em direção à agulha até o final (a fim de perfurar o diafragma da tampa).
  16. Aguardar o enchimento do tubo a vácuo.
  17. Remover o garrote.
  18. Retirar o tubo cheio de sangue do adaptador.
  19. Homogeneizar a amostra de sangue com movimentos suaves por três vezes.
  20. Colocar o algodão sem álcool sobre a agulha.
  21. Retirar a agulha e comprimir ligeiramente o local com algodão.
  22. Solicitar ao paciente que comprima o local da punção por 1 a 2 minutos, eleve o braço e mantenha-o estendido.
  23. Desprezar agulhas e seringas no recipiente de material perfurocortante.
  24. Desprezar luvas e algodão no lixo infectante.
  25. Realizar desinfecção do adaptador e guardá-lo.
  26. Identificar o tubo.
  27. Recompor a unidade.
  28. Realizar a higienização das mãos.
  29. Encaminhar a amostra de sangue para o laboratório.
  30. Registrar o procedimento.

Coletor de sangue SOL-Millennium

Entre seus dispositivos de segurança, a SOL-Millennium tem uma linha voltada especialmente para a fase pré-analítica, com o Coletor de Sangue sendo um deles.

O Coletor é formado por um suporte para os tubos de coleta e um tubo a vácuo, que é responsável pela tração da agulha após a coleta. Para você saber todos os detalhes e seus benefícios, clique aqui.

 

 

Como você pôde ver, a coleta a vácuo é a melhor opção tanto para o paciente quanto para o profissional de saúde, mas ela só faz parte da fase pré-analítica de um exame laboratorial. Conheça todos os outros procedimentos em nosso artigo exclusivo.

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