Hepatite C: Uma doença silenciosa e perigosa

Com a descoberta do VHC (vírus da Hepatite C), em 1989, a Hepatite C começou a ganhar relevância no cenário mundial entre as causas de doenças crônicas hepáticas. Atacando principalmente o fígado, este tipo de hepatite atinge milhões de pessoas em todo o mundo, de forma silenciosa e perigosa.

 

A Hepatite C em números

É estimado que cerca de 3% da população mundial esteja infectada com a doença. O que significa que, uma em cada trinta pessoas vive sob o risco de desenvolver complicações causadas pela doença, que é lenta e costuma ter um diagnóstico tardio. Dados dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, ainda indicam que até 85% dos casos de hepatite C se tornam crônicos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) coloca o Brasil como um país de endemicidade intermediária, porém estudos feitos com a base populacional e com doadores de sangue, mostraram prevalências inferiores às indicadas, colocando o país com baixa endemicidade.

Quanto a faixa etária de pessoas infectadas pelo VHC, os diagnósticos mais frequentes são em indivíduos de 30 a 49 anos, sendo mais comum em homens de 40 a 49 anos de idade e mulheres de 40 a 59 anos.

 

Sintomas

O principal fator que dificulta um diagnóstico prematuro da doença é que ela é assintomática, mesmo quando o fígado já está bastante afetado. Segundo dados do Ministério da Saúde, 1,5 milhão de pessoas infectadas não sabem que têm o vírus.

Na forma aguda da hepatite C o paciente dificilmente pode apresentar os seguintes sintomas: mal-estar, vômitos, náuseas, pele amarelada (icterícia), dores musculares, perda de peso e muito cansaço.

Porém o mais comum são os pacientes descobrirem que estão doentes anos após o contato com o vírus, muitas vezes quando já apresentam um quadro crônico da doença e próximo de ter complicações, como cirrose, câncer no fígado e insuficiência hepática.

 

Formas de contágio

O vírus VHC, responsável pela hepatite C, é transmitido principalmente através do sangue contaminado, mas também pode ser transmitido por contato sexual e via perinatal (mãe para o filho), assim como pelo compartilhamento de seringas e objetos pessoais: alicates, escova de dente e lâminas de barbear, por exemplo.

No gráfico abaixo você pode observar as principais vias de transmissão da hepatite C, sendo o uso de drogas a causa que ocupa o primeiro lugar.

 

Há tratamento?

No início do tratamento, quando o vírus causador da hepatite tinha sido recentemente descoberto, o índice de resposta era muito baixo, além de trazer diversos efeitos colaterais. Ao longo dos anos, os remédios foram evoluindo tanto sua eficácia quanto a diminuição dos efeitos colaterais.

Recentemente, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a comercialização de uma nova medicação específica para a hepatite C no Brasil. O medicamento garante uma taxa de cura de mais de 95% e também promete maior comodidade para o paciente, já que o remédio é administrado uma vez por dia, com um tratamento até 12 semanas, dependendo da especificidade do caso. Outros tratamentos disponíveis exigem a ingestão de uma quantidade maior de fármacos, num período de tratamento superior a este, trazendo maior desconforto para os pacientes portadores da doença, além de aumentar a chance da não adesão ao tratamento.

O tratamento até então utilizado com interferon peguilado (droga antiviral injetável) associado com a ribavirina (antiviral administrado por via oral), leva de 6 meses a um ano, além de trazer uma menor taxa de cura e mais efeitos colaterais como anemia, cansaço, depressão, etc.

 

 

Como se prevenir

Mesmo com a evolução do tratamento e diagnóstico da hepatite C, ainda não existe uma vacina contra a doença, tornando o conhecimento das formas de transmissão a melhor forma de prevenção.

Não utilizar drogas injetáveis nem compartilhar objetos de higiene pessoal, de manicure e instrumentos de tatuagem que possam conter sangue, pois o vírus pode se manter vivo até seis semanas fora do corpo humano. Além disso, é importante não fazer sexo sem preservativo e, sempre que for fazer algum exame, verificar se agulhas ou qualquer outro material perfurocortante que entre em contato com sangue estão sendo descartados de maneira correta.

 

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