Biossegurança Hospitalar: Procedimentos Especiais para Precaução de Agentes Infecciosos

No ambiente hospitalar, a transmissão de microorganismos patogênicos acontece na maiorias das vezes por contato, vias aéreas e pela exposição ao sangue e líquidos corporais. Como a maior parte das infecções tem origem endógena, vale frisar que o isolamento reverso ou protetor, que tem justamente o objetivo de proteger da aquisição de microorganismos, é considerado inútil.

Diante disso, a biossegurança hospitalar é o processo mais adequado para os profissionais de saúde. Veja quais são os procedimentos especiais para a precaução de agentes infecciosos.

 

A importância da biossegurança hospitalar

A biossegurança hospitalar é o conjunto de medidas e normas que visa à proteção da população e dos profissionais da área da saúde. Ela minimiza os riscos inerentes a uma determinada atividade. Esses riscos não são aqueles que afetam apenas o profissional que desempenha a função, mas todos aqueles que podem causar danos ao meio ambiente e também à saúde das pessoas em geral.

Mesmo que muitos profissionais considerem a biossegurança normas que dificultam seu trabalho, essas regras são cruciais para garantir a saúde do trabalhador e do restante da população. Inclusive, é comum que muitos profissionais acreditem que, por trabalharem dentro do hospital, estão isentos dos riscos. Porém, eles acabam adquirindo vícios que prejudicam todo o andamento que é sugerido pela biossegurança hospitalar.

Portanto, o não cumprimento das regras básicas da biossegurança hospitalar pode acarretar problemas, como epidemias e transmissão de doenças, as mais comuns são varicela, tuberculose e meningite.

 

Precaução Padrão

Este tipo de procedimento é determinado pela biossegurança hospitalar e consiste em atitudes que precisam ser tomadas por todo profissional de saúde a qualquer paciente.

Fonte: Anvisa 

O maior objetivo é reduzir os riscos de transmissão de agentes infecciosos, inclusive os veiculados por sangue e fluidos corpóreos ou os presentes em lesões de pele, restos de tecidos, mucosas ou órgãos.

 

Procedimentos

Os procedimentos incluem a higienização das mãos, que deve ser feita com água e sabonete antes e depois do contato com qualquer paciente depois da remoção das luvas e do contato com sangue ou secreções.

 

 

Além disso, é importante usar luvas, óculos, máscara e avental. As luvas precisam ser usadas apenas quando houver risco de contaminação com secreções, sangue ou membranas mucosas. Os óculos, máscara ou avental também precisam ser usados quando houver risco de contato com sangue ou secreções. Após o uso, todos os itens devem ser descartados em ambientes apropriados.

 

Precaução de Contato

Indicada para infecção ou colonização por microrganismos multirresistentes, como a varicela. Neste caso, a biossegurança hospitalar indica, além dos mesmos padrões da precaução padrão, o quarto privativo.

Se não houver disponibilidade, a distância mínima entre dois leitos deve ser de um metro. Além disso, equipamentos como estetoscópio, esfigmomanômetro e termômetro devem ser de uso exclusivo do paciente.

 

Precaução para gotículas

A biossegurança hospitalar indica medidas para evitar a transmissão de meningites bacterianas, caxumba, influenza, coqueluche, difteria, rubéola, entre outras.

Além das mesmas precauções por proteção, é preciso que a máscara cirúrgica seja usada por profissional e paciente. Porém, o transporte do paciente deve ser evitado.

 

Precaução para aerossóis

Os aerossóis são pequenas partículas que podem permanecer suspensas no ar por longos períodos, causando infecção em indivíduo suscetível. As medidas também incluem quarto privativo, transporte do paciente o mínimo possível e o uso de máscara no profissional de saúde.

 

Agora que você já sabe mais sobre a biossegurança hospitalar e os procedimentos especiais para precaução de agentes infecciosos, aproveite a visita em nosso blog e entenda a Resolução do Conama nº 358.

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