Acidente com perfurocortante: conheça a história de Lynda Arnold

Saiba como ela enfrentou seu acidente que resultou em HIV!

Acidente com perfurocortante: conheça a história de Lynda Arnold

Quando falamos em segurança com perfurocortantes, muitas pessoas até entendem a importância dela, porém ainda hoje há clínicas e hospitais que se arriscam utilizando seringas e agulhas comuns por serem mais baratas ou por terem maior familiaridade com o uso. Apesar do risco de acidentes com perfurocortantes ser real, muitas pessoas acabam deixando a segurança de lado e continuam usando materiais sem dispositivos de segurança acreditando na velha frase “isso não vai acontecer comigo”. Mas pode acontecer.

Assim como a maioria dos profissionais de saúde, a enfermeira americana Lynda Arnold também poderia ter esse tipo de pensamento, porém o improvável aconteceu com ela e, após um acidente com perfurocortante, ela viu sua vida virar de cabeça para baixo!

Em 1992, Lynda cumpria seu turno em um hospital na Pensilvânia. Como de costume, estava retirando um cateter da veia de um paciente quando, de repente, ele moveu o braço de uma maneira que a agulha do aparelho perfurou a palma da mão da enfermeira. Quando terminou o processo com o paciente, ela retirou as luvas e percebeu que estava com um sangramento no local. Depois do acidente, Lynda teve de ficar quatro meses afastada da escola de enfermagem e, após seis meses do ocorrido, sentindo muitas dores abdominais, náuseas e com febres constantes, seus exames apontaram que ela havia contraído HIV.

Ao saber dos resultados, ela relatou que tudo o que sentira no momento foi desespero, medo de morrer, de ser abandonada por seu parceiro e de perder seu emprego.

Nos anos seguintes, Lynda passou por diversos tratamentos e momentos de muita dor, cansaço e desesperança, e a família, que sempre esteve ao lado dela, acompanhou cada um de seus passos. Lynda se casou com seu noivo e adotou uma criança, que inclusive, escreveu um livro compartilhando a história da mãe, os tratamentos que passara e as dificuldades que todos enfrentaram juntos.

Em 1994, ela decidiu abrir sua história publicamente como um apelo para que os hospitais adotassem medidas de segurança para seus funcionários, e para que pacientes não precisassem passar por tudo o que ela tinha passado até então. A história de Lynda ganhou repercussão e, conforme os anos, ela se envolveu em dezenas de campanhas sobre segurança hospitalar. Hoje é uma respeitada palestrante que continua usando a voz e a experiência para alertar profissionais da saúde, hospitais e clínicas sobre os riscos envolvendo perfurocortantes que não são seguros.

Lynda se tornou referência e, apesar dos tratamentos constantes, tem uma vida normal com sua família. Os dispositivos de segurança para agulhas e seringas não só oferecem mais conforto aos profissionais de saúde como também previnem que mais pessoas tenham suas vidas drasticamente mudadas por causa de um rápido acidente.

Se você é um profissional da saúde, exija que seu hospital tenha dispositivos de segurança e garanta o seu bem-estar e de seus colegas! 

 

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